quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ATARI - Grandes jogos “esquecidos”.

Se você acha que eu demorei este tempo todo sem postar nada neste blog para vir aqui pra falar de Enduro, Pac-Man, Frostbite, River Raid e Pitfall se enganaram. Que são os melhores games da geração “2 bits” nós não temos duvidas e acho que ninguém tem. Poderíamos citar uma lista com uns 40 games ou até mais, só de clássicos, mas com certeza seria “mais do mesmo”. E é claro meu chapa, você pode ter certeza de uma coisa: Se você tem mais de 25 anos, diz que gosta de games e não conhece ATARI e seus jogos eu só posso lamentar e dizer que você não sabe o que é diversão.
Confesso que tive que pesquisar na net, assistir vídeos, jogar os games no STELLA (emulador de Atari) e consultar até livros a respeito. Porem acho que consegui “desenterrar” muita coisa boa por aí... E olha que não é do jogo do E.T. que eu estou falando.
A lista não esta seguindo nenhuma ordem cronológica nem de preferencias.
E antes que alguém me xingue alegando que este ou aquele jogo é “clichê” ou que eu me esqueci de muitos outros games... Bicho, esse blog aqui é pra você participar!! Opine!!!  De dicas e lembre-se: sou um pai de família, e não um cara 24 horas por dia “aspirante a blogueiro”...
Boa leitura e se possível, baixe um emulador e volte aos seus 7 anos.

Freeway – 1981 



A velha história da galinha atravessando a rua num game que envolvia a disputa individual e de duas pessoas numa competição por tempo, onde vencia quem mais conseguisse salvar galinhas.
Ponto forte: Conforme as fases iam passando, a dificuldade ia aumentando freneticamente com o aumento da velocidade dos carros na rodovia.
                Seu principal concorrente era o Frogger.

Sneak 'n peek - 1982



                Bicho, que criatividade da “preula” era essa? Esconde-esconde no vídeo game! Sim, é verdade!
O jogo se passa numa casa vazia com apenas alguns moveis por cômodo, onde dava pra se esconder em qualquer lugar, desde atrás da cama até do lado de fora da casa.
Modo individual ou em dupla, mas que seu irmão ou seu amigo tenha que “bater cara” de verdade, se não o jogo não tem graça!
                O tempo que você levava para se esconder era exatamente igual ao tempo em que seu oponente tinha para te encontrar de forma regressiva.
                Até hoje, que eu saiba, não existe concorrente a altura... A não ser o método tradicional na rua com seus amigos.

Spider Man – 1982



                O incrível Homem Aranha foi lembrado neste game individual em que você tinha como missão escalar o prédio, capturar inimigos, desativar bombas e claro, derrotar o Duende Verde, mesmo que neste caso esta árdua missão se resumia apenas a chegar no topo do prédio e não permitir que ele te derrubasse cortando a tua teia. O problema era que a teia não grudava nos vidros do prédio e se ao balançar pela teia a mesma cruzasse com algum inimigo na janela ou alguma bomba explodisse o nosso herói caia de uma altura incrível e fatalmente ia pro saco. Ou seja, seu maior adversário era a má qualidade de fabricação de sua teia! Poxa Peter...
                Cara, o 1º jogo do nosso Herói de teia a gente tem que valorizar...

Jungle Hunt – 1983



                Eu sei que Pitfall é espetacular, a jogabilidade, a sonoridade marcante que lembra o bom e velho Tarzan na hora de pular no cipó, pular lagos com jacarés famintos, escorpiões, etc.
                Mas Jungle Hunt, na minha modesta opinião tinha começo, meio e fim. Salvar sua namorada de canibais enfrentando desafios como pular cipós, não só um, mas vários consecutivos e matar jacarés no lago empunhando uma faca e voltando a superfície para recuperar o folego foi algo que me fez lembrar filmes clássicos de ação.
                Se Pitfall é mais Indiana Jones, Jungle Hunt esta mais para Allan Quatermain!!!
               

Battlezone – 1980



                Pode parecer brincadeira, mas o exercito americano usou este jogo como simulador de tanques de guerra. Resquícios da Guerra Fria!
                Modo individual em primeira pessoa, onde sua tarefa é procurar por tanques inimigos e destruí-los usando um radar e mira no centro da tela. No melhor estilo: Preparar, apontar, fogo!
                Só um detalhe: eles atiram também e um único tiro já é o suficiente.
                Na época, só o Robo Tank (1983) era seu concorrente direto. A proposta era a mesma, mas a visão era interna e a mira era maior.

Gunslinger – 1978



                Manja o Pong? Aquele que parecia um Ping Pong quadradão de bola idem? Troque as raquetes (na verdade, barras) por Cowboys e a linha por um cacto. Pronto!
                Um jogo de bang-bang cheio de pilantragem, com o diferencial que o cacto impede a passagem da bala e os tiros são ricocheteados propositalmente para você pegar seu oponente na maior “filadaputagem”.
                O objetivo: quem levasse menos tiros num determinado tempo era o vencedor.
                Concorrente, neste nível, só o Pong mesmo.  Não dá para considera-lo um game de guerra.

Crackpots – 1983



                A dona Aranha subiu pela parede, veio à chuva forte... ops! Veio o vaso de plantas e a derrubou... Lembrou-se da musiquinha? Essa é a única finalidade deste game: impedir que as aranhas subam a parede do prédio e invadam a sua casa e sua única arma são os vasos de plantas. O desafio aumenta com a quantidade e velocidade de aranhas subindo pelas paredes.
                Jogo único em originalidade, mas como ele no critério agilidade e velocidade existem vários.

Plaque Attack – 1983



                Como a Atari se preocupava muito com os pais da molecada nesta época, principais responsáveis pela compra do teu produto, eles não pensaram duas vezes para criar um jogo que estimulasse às crianças a importância de se escovar os dentes, que nesta época devia estar ficando no segundo plano da criançada empolgada altas horas em frente a TV.
                O jogo se passa numa boca e você controla uma pasta de dentes que distribui tiros (creme dental) nos invasores, que no caso são doces, hambúrgueres e qualquer porcaria que a gente moleque já imaginava comer nesta época.
                O objetivo era proteger o contato destes alimentos nos dentes que iam estragando levando-os a carie e a queda.
                Similar a qualquer jogo de tiro, mas original pacas!

Pole Position – 1983



                Podem me xingar se quiserem mas para mim este game supera o Enduro em muito. O Enduro é clássico eu sei e também não estou o tratando como um jogo ruim, mas correr por um dia e ultrapassar 300 carros se torna muito enjoativo. O Pole Position tem mais a cara de uma Formula 1, não pelo gráfico, até porque não sou aquele tipo de cara que valoriza um game por conta disso, mas o jeitão do carro, as listras laterais da pista, o som, ou seja, tudo ali já indicava por onde os jogos de corrida iriam se espelhar no futuro. Sem contar à herança que o Pole Position deixou para os Arcades.            Item de cabeceira!
 Concorrente, claro, Enduro.
                                 
Commando – 1985



No melhor estilo Rambo, ou Braddock, Commando é aquele típico game de guerra de “exército de um homem só”, como já cantava Humberto Gessinguer. O jogo é basicamente você, sua arma na mão e sua fúria. Sua única defesa é sua agilidade, apesar de que os tiros do exército inimigo são lentos e previsíveis. Mesmo assim, é diversão garantida.
O Game se movimenta de baixo pra cima e da para você utilizar o cenário a seu favor, como desviar de um tiro ficando atrás de uma arvore. Você também pode atirar granada nos seus inimigos.
Seu principal adversário, eu creio que seja ele mesmo na versão Arcade, onde em 1985 a maiorias dos games já dotavam de gráficos bem melhores. Não só nesse recurso, mas também na questão ”ações”, como mais itens, adversários, desafio e fases mais bem bonitas e bem elaboradas.

Moon Patrol – 1983



                Não sei se este game esta fazendo justiça ao meu comentário inicial de indicar aqui somente os games considerados esquecidos, pois lembro-me muito bem que na minha infância que este game era tido como um dos pilares do ATARI, pelo menos entre a molecada da minha vizinhança. Estranhei o fato de que na minha pesquisa quase ninguém citava este game e eu achei isso muito estranho e injusto se caso eu não o incluísse nesse pacote.
                Bom, se você nunca viu ou não se lembrava, trata-se de uma nave terrestre que trafegava na superfície lunar, onde simultaneamente seus tiros eram disparados um no sentido vertical e um na horizontal com o objetivo de destruir naves alienígenas e rochas que poderiam atrapalhar seu caminho. Também se fazia necessário pular crateras, fazendo você se perguntar cada vez mais que tipo de espaçonave estranha era essa que mais parecia ter “pernas” ao invés de rodas.
                Legal que este game começou a incorporar o termo “level”, pois você percorria um determinado trajeto que tinha que ser concluído. Logo, você iniciava outro trajeto, porem com o desafio cada vez maior.
                Pra mim, desde aquela época um dos melhores games do ATARI.

  
H.E.R.O. – 1984



                Outro grande jogo que trafega entre o clássico e o desconhecido é H.E.R.O. No meu gosto pessoal, um dos 10 melhores jogos do Atari, porem não tenho me deparado com muitos posts ou comentários deste jogaço que mistura ação, estratégia e resgate. Por temer cair no poço do desconhecido, faço como o herói deste game a missão de resgata-lo das profundezas do ostracismo.
                Nosso herói percorre por profundas cavernas subterrâneas para resgatar vitimas de um possível soterramento, usando um capacete com uma hélice e uma mochila contendo dinamite e uma arma de tiro.
                Descendo por caminhos que lembram labirintos, você pode usar seus tiros para combater morcegos e outras estranhas criaturas voadoras e usar suas poucas dinamites para destruir paredes e abrir caminhos, mas com cuidado, pois as mesmas podem explodir perto de você e aí já era.
                Outra dificuldade do game é poupar dinamites, pois conforme você vai descendo e optar por cortar caminho nas explosões, as mesmas acabam e você não completa a sua missão de resgate. Às vezes é melhor ir descendo e retornar tudo para projetar o caminho mais curto em que você gasta menos dinamites até conseguir chegar até a vitima.
                O que me surpreende neste jogo foi à disponibilidade de gerar varias ações usando apenas um “único botão”, ou você já se esqueceu de que estamos falando de Atari?  Neste game o joystick fazia milagres. Botão era tiro, mas para colocar dinamites você tinha que colocar o controle pra baixo. Por diversas ocasiões eu soltava dinamites onde não queria e acabava perdendo por gasta-las ou por solta-las em locais que eu acabava morrendo na explosão. O desafio era muito alto... vai por mim!
                Ótima ideia que infelizmente ninguém ousou refazer.

Chopper Command – 1982



                Um dos melhores games de guerra envolvendo aeronaves de todos os tempos. Infelizmente ofuscado pelo também excelente River Raid e o Megamania, porem com um cenário mais de guerra do que os outros.
                A cor “amarelada” predominante do game retrata um combate no deserto onde você pilota um helicóptero. Além de atirar em outros helicópteros, há aeronaves e bases terrestres. Os tiros dos adversários eram malucos, pois se dividiam em dois e ia um pedaço pra cada lado da tela. Outro diferencial é poder percorrer todas as direções e contar com um radar que facilita muito a sua vida se você se antecipar na direção em que seus inimigos irão surgir.
                Este é literalmente o pai do Desert Strike do SNES!
                Concorrentes a altura, os também excelentes River Raid, Megamania e Seaquest, que era de um submarino, mas com movimentos idênticos.

Halloween – 1983



                Cara... você já esta ouvindo inconscientemente a musiquinha horripilante do jogo, né? Se não, é sinal de que você infelizmente não conhece este game, que no Brasil teve copias renomeadas como Sexta Feira 13. Bom, se é Myke Myers ou Jason não importa.
                Você controla uma menininha loira que percorre uma casa de dois andares onde sua missão é salvar um pirralho que esta apavorado e tremendo igual “vara verde” a fugir. Porem, “ao toque congelante do medo” surge o assassino dotando de um facão com sede de sangue. Até da pra dar um “Pelé” no cara, pois ele é meio lento no começo, porem há momentos em que a luz fica apagando e ai é a hora que você engole seco!
                Em algumas salas surge um machado que você pode pegar e ir pra cima dele, mas lembre-se: você é uma menininha e ele um assassino... Quem será que tem mais pratica com facas? Para derrota-lo tem que dar um golpe certeiro e fatal!
                Só Resident Evil!

Mr. Postman – 1983



                Pense num jogo que “parece” ser bobinho que na verdade chega a ser desgraçado de difícil? Bicho, que trampo foi pra entregar esta “carta” da primeira vez que joguei o Sr Carteiro.
                Você controla um ursinho, que tem a medonha missão de fugir dos tiros de um abutre desgraçado (que deveria ser um pombo correio desempregado e revoltado com a contratação de um ursinho no seu lugar), subir numa arvore, pular num cipó e aterrissar em cima do mesmo, só pra mostrar quem é que manda! O problema é que o ursinho é muito lento e os tiros do abutre são apelativos, rápidos, constantes e para todas as direções. Tô falando, é muita raiva desse cara! O ursinho deve ter pegado a mulher dele!!! Só pode!!!
                Depois desta missão, você tem três fases para destruir raios, onde para cada uma destas fases os raios aumentam a quantidade e a velocidade. Difícil mas da pra passar.
                Agora a ultima: um labirinto eletrocutado! Encostou, morreu!! Com paredes estreitas e muita curva... CARA, O QUE TINHA NESTA CARTA PRA SER TÃO DIFICIL? OH VIDA?
               
Donkey Kong – 1982



                Sabe o Mario? Então, ele saiu de trás do armário pela primeira vez neste game para salvar a princesa das garras de Donkey Kong. Poxa, mas hoje os caras não são amigos e heróis da Nintendo, cada um com seu game? É... Mulheres...
                O Mario, que nesta época era só “Jump Man”, tinha que desviar dos barris arremessados pelo DK, subir escadas e conseguir alcançar o topo para enfim salvar a princesa.
                Este game foi o 1º sucesso da Nintendo projetado para Arcade, mas que só saiu para versão domestica em 1982, com muito menos recursos gráficos, porem ainda legal.
                A versão Arcade era mais popular.

Popeye – 1983



                A história todo mundo conhece. Popeye , Olivia, Brutus e o espinafre. Quem não conhece isso não teve infância. Youtube urgente!
                Você controla o nosso marinheiro na dura missão de coletar “beijocas” arremessadas pela amada Olivia Palito de cima do prédio. Porem, claro, Brutus tenta te impedir.
                O que faz você botar o Brutus pra correr? Latinhas de espinafre que surgiam em pontos estratégicos.
                Roteiro básico, mas o game é bem legal.

X-Man – 1983



                O ápice da capacidade dos engenheiros da Atari. Não da pra comentar sobre o game. Se você não conhece, saiba que eu conheci este game da seguinte forma:
                Pegamos (eu com 7 anos e meus irmãos maiores com 11 e 12 anos) alguns jogos emprestados com um amigo e ele nos emprestou este, porem só o “chip” e não nos disse do que se tratava. Apenas um “leva aí pra vocês verem”.
                Em meio a tantos cartuchos, deixamos este para o final, porem o mesmo não rodava. Até que tivemos a ideia de ativar o botão Dificult e finalmente o jogo pegou. Detalhe importante: estavam meu pai e minha mãe assistindo a gente jogar. Imaginem a surpresa que eles tiveram quando finalmente conseguimos completar a missão?
                Para surpresa minha e de meus irmãos, todos caíram na risada...
                Assiste aí maluco... vou falar não!!!


Renato Paz