domingo, 30 de novembro de 2014

Video Games, LP’s , K7’s: O mesmo Universo saudosista.

Fala galera!
Sempre deixei claro que o objetivo deste blog é valorizar a nostalgia e não pra falar só de Games exclusivamente, até porque existem muitas pessoas mais especializadas e com mais tempo pra se dedicar a jogar uma penca de jogos, se aprofundarem, pesquisar e por aí vai. Aconselho quem esta na busca de games a vasculharem, pois tem muita gente competente, com excelentes materiais, canais de vídeos no YouTube, grande acervo de consoles e games e tudo mais.
Sigo por uma linha que destaca mais as minhas experiências pessoais, até porque creio que muita gente passou pelas mesmas descobertas de forma similar e assim poderíamos trocar ideias e dividir experiências. Valorizo muito isso e pra mim vídeo games significam aproximações, amizades, diversão e hoje em dia saudosismo. 
Muitos de meus amigos de longa data foram cumplices destas descobertas e até hoje relembramos de fatos que envolviam momentos que o Console ou o Arcade estava ali presente de alguma forma. Chego até a dizer que colegas de escola viraram amigos depois que começamos a frequentar a casa de uns e outros para jogar, emprestar jogos, revistas ou coisas do gênero. Ou seja, foi o estopim de grandes amizades.
Claro que fui um garoto normal, que jogava bola na rua, trocava figurinhas, jogava futebol de botão e tudo mais, mas foi no vídeo game que fiz amigos para vida, assim como também tenho amigos até hoje pelo motivo do meu gosto particular por bandas de Rock, Metal, Punk e por aí vai. Acho até pela mesma característica de pegar emprestado, ter a mesma preferencia de gênero, colecionar revistas e por aí vai. Creio que estes dois universos se cruzam de alguma forma.
                Do mesmo jeito que hoje eu pego um “vinil”, com aquele carinho e cuidado, relembrando de como eu juntei as moedas para compra-lo, ou o que eu estava fazendo quando ouvi aquela musica pela primeira vez, os jogos de vídeo game antigos também tem esta mesma característica de me fazer relembrar o passado. Querem um exemplo maluco? Toda vez que ouço Strength To Endure do Ramones eu me lembro de Streets Of Rage e vice versa! Por quê? Lembro que meus irmãos mais velhos ouviam este LP no ultimo volume enquanto eu folheava uma revista “Videogame” que falava deste game para Mega Drive. Vale destacar também que ambos eram do inicio dos anos 90.
Ramones - Mondo Bizarro 1992

Streets Of Rage - Mega Drive

Revista VideoGame nº10


                De qualquer forma, aqui o assunto é vídeo game, e se as minhas experiências servem para que vocês relembrem momentos bons de suas vidas na infância ou adolescência, quer dizer que pra mim, particularmente, consegui atingir meu objetivo.

sábado, 1 de novembro de 2014

Minha experiência com Arcade... agora minha própria descoberta.

Em meados de 1989, aos sete anos eu já tinha a confiança por parte dos meus pais para ir sozinho ao mercado para comprar pão entre outras coisas. Até porque, o mercado não ficava longe de casa, e eu também nesta idade já ia para a escola sozinho.
            Entre o caminho da minha casa e o mercado havia o “bar do Magnata”, que há décadas não existe mais. Curiosamente este bar ficava ao lado da onde seria futuramente o Dragon Fliper que dá nome a este Blog, mas que nesta época não tinha nem a estrutura de um salão.
Neste bar, tinha uma popular “maquina de fliper” onde eu não resisti e fui conhecer de perto. Diferente das maquinas que vemos nas pesquisas de internet, onde o gabinete era todo personalizado com foto do personagem, esta era só um box preto que só dava pra saber que jogo era com a maquina ligada. Tratava-se ROBOCOP, jogo de 1988 baseado no primeiro filme da série, que na época era o “único”.
Acredito que foi a primeira vez que conheci o personagem e não fazia ideia de que era um game baseado em um filme, até porque aos 7 anos eu não tinha entrado num cinema, nem tão pouco as Tv transmitiam um filme com um intervalo menor de 2 ou 3 anos após seu lançamento (pra quem não sabe o filme é de 1987) e acredito sinceramente que meus pais não deixariam assistir um filme deste com a idade que eu tinha no provável horário que ele seria transmitido.
 Fiquei impressionado com a qualidade de imagem do jogo só na apresentação do mesmo na tela com a sedutora inscrição “insert coin” como um convite sedutor de um canto de sereia. Obediente, não comprei a ficha, virei às costas e fui realizar a tarefa que me foi direcionada, pois havia pessoas esperando pelo seu café da manhã em casa.
Não sei se aquilo foi benéfico no primeiro momento, pois o Atari perdeu toda a magia depois daquele gráfico do Robocop.

No dia seguinte, tive a audaciosa e ousada ideia de segurar algumas moedas do troco do leite e tive a coragem de comprar uma ficha. Meu desempenho foi pífio e nem cheguei ao primeiro mestre, e pra você que conhece este jogo sabe que em  2 minutos qualquer “macaco” chega nele.  Creio também que a adrenalina de estar desviando uma verba do troco, entrando num bar sozinho pra jogar sem o conhecimento dos meus pais fez com que meu desempenho tenha sido comprometido de tal forma. Mas ali, não importava mais... eu finalmente tive o “prazer” de jogar pela primeira vez um arcade sozinho. Tudo bem que eu estava em pânico por ter “desviado” parte do troco e na hora que eu chegasse em casa teria eu me explicar. Ainda bem que ninguém conferiu as moedas naquele dia...