Existem jogos complicados, apelativos, malditos,
desgraçados, extremamente difíceis e existe Ghost n’ Goblins! Não há melhor
definição para este game da Capcom lançado em 1985.
Ghosts n' Goblins - Taito 1985
Para não parecer injusto, quero deixar bem claro que este
jogo é muito bom e que a meu ver, tem uma importância tremenda no gênero aventura,
ainda mais abordando o terror como tema.
Para os desavisados, o jogo retrata a jornada de Arthur que
tem a sua namorada Guinevere raptada por um demônio e vai à luta para
resgata-la, enfrentando zumbis, monstros, abutres, morcegos, fantasmas, demônios,
e além de tudo, o tema abordado: a Dificuldade.
O que será que Arthur fazia sem a armadura nessa hora?
Dificuldade, pois, além de habilidade, contar com a sorte
faz muito a diferença neste jogo. Aqui não existem saltos duplos. Perdeu o
tempo do salto ou calculou mal a distancia é morte certa! Os reflexos também precisam
estar em dia para desviar de zumbis que surgem dos seus pés ao mesmo tempo em
que um fantasma vai a sua direção e alguma magia é arremessada contra você. Aqui um “pixel” faz uma diferença quando o assunto
é se esquivar ou saltar, pois não é possível se pendurar nem corrigir a direção
errada durante a sua ação. Comandar Arthur em Ghosts n’ Goblins é assumir uma
responsabilidade! Não que seja assim tão fatal, pois o primeiro erro faz Arthur
perder a armadura e ficar apenas de “samba-canção”, mas jogar semi nú te deixa
ainda mais inseguro, ainda mais quando o próximo vacilo te faz virar uma pilha
de ossos.
As 6 fases de Gn'G.
Vamos ao resgate!
Durante seu progresso, alguns itens aparecem em vasos que
melhoram a tua jogabilidade. No inicio contamos com lanças, que depois são substituídas
por tochas ou escudos. Às vezes, certos itens mais atrapalham do que ajudam. Se
tiver oportunidade de contar com escudos, voltar a ficar com as lanças se torna
bastante desvantajoso, principalmente nas ultimas fases do jogo. Até porque o
escudo repele as magias que são arremessadas contra você.
Se não bastasse ser um jogo medonho, ele ainda testa a sua paciência,
pois ao final das suas 6 fases, quando você consegue enfim derrotar “o capiroto”
surge uma mensagem que diz que o “chifrudo” era uma “ilusão” e você é obrigado
a jogar TUDO DE NOVO!!!! Sim, desde o começo! AAAARRGGGHHHH!!!!!
Puta merda!!!
Enfim, depois de passar por tudo de novo, porem com a
vantagem (se podemos assim considerar) de jogar com o item escudo desde a
primeira fase, pois parece ser menos maldito que da primeira vez.
Lembro-me muito bem de Ghosts n’ Goblins como a primeira
maquina a sofrer “agressões” de seus jogadores. Era comum ver jogadores
perderem a paciência com esta maquina e sentar a porrada no joystick e até
chutar a entrada de fichas como forma de extravasar suas frustrações e revolta.
Creio que aprendi alguns palavrões nesta época também...
Tentei jogá-lo algumas vezes, mas nunca cheguei ao primeiro
mestre. Porem não me sentia mal por isso, pois quase ninguém conseguia chegar também.
Com muito custo vi um cara chegar na quarta fase com uma única ficha. Nunca
presenciei alguém chegar no final de Ghosts n’ Goblins naquela época. Creio que
muita gente também não viu.
Vi recentemente um vídeo no Youtube com um cara salvando o
game. Irei posta-lo aqui, pois creio que muita gente finalmente conseguirá enfim
ver como esta aventura acaba.
Enfim, o final!
Eu até joguei estes dias no emulador e mesmo com um monte de
continues não cheguei no final da primeira vez. Perdi a paciência e fui jogar outra coisa.
Confesso que você tem que estar num dia bem tranquilo para poder joga-lo.
E só pra deixar bem claro, existe sim um jogo mais difícil que
Ghosts n’ Goblins. Ele se chama Ghouls n’ Ghosts de 1988... ou seja, sua
continuação.
Não há nada tão ruim que não possa piorar...não é mesmo?






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