Se você acha que eu demorei este tempo
todo sem postar nada neste blog para vir aqui pra falar de Enduro, Pac-Man,
Frostbite, River Raid e Pitfall se enganaram. Que são os melhores games da
geração “2 bits” nós não temos duvidas e acho que ninguém tem. Poderíamos citar
uma lista com uns 40 games ou até mais, só de clássicos, mas com certeza seria
“mais do mesmo”. E é claro meu chapa, você pode ter certeza de uma coisa: Se
você tem mais de 25 anos, diz que gosta de games e não conhece ATARI e seus
jogos eu só posso lamentar e dizer que você não sabe o que é diversão.
Confesso que tive que pesquisar na
net, assistir vídeos, jogar os games no STELLA (emulador de Atari) e consultar
até livros a respeito. Porem acho que consegui “desenterrar” muita coisa boa
por aí... E olha que não é do jogo do E.T. que eu estou falando.
A lista não esta seguindo nenhuma
ordem cronológica nem de preferencias.
E antes que alguém me xingue alegando
que este ou aquele jogo é “clichê” ou que eu me esqueci de muitos outros
games... Bicho, esse blog aqui é pra você participar!! Opine!!! De dicas e lembre-se: sou um pai de família, e
não um cara 24 horas por dia “aspirante a blogueiro”...
Boa leitura e se possível, baixe um
emulador e volte aos seus 7 anos.
Freeway –
1981
A velha história da galinha
atravessando a rua num game que envolvia a disputa individual e de duas pessoas
numa competição por tempo, onde vencia quem mais conseguisse salvar galinhas.
Ponto forte: Conforme as fases iam
passando, a dificuldade ia aumentando freneticamente com o aumento da
velocidade dos carros na rodovia.
Seu
principal concorrente era o Frogger.
Sneak 'n
peek - 1982
Bicho, que
criatividade da “preula” era essa? Esconde-esconde no vídeo game! Sim, é
verdade!
O jogo se passa numa casa vazia com
apenas alguns moveis por cômodo, onde dava pra se esconder em qualquer lugar,
desde atrás da cama até do lado de fora da casa.
Modo individual ou em dupla, mas que
seu irmão ou seu amigo tenha que “bater cara” de verdade, se não o jogo não tem
graça!
O tempo que
você levava para se esconder era exatamente igual ao tempo em que seu oponente
tinha para te encontrar de forma regressiva.
Até hoje, que
eu saiba, não existe concorrente a altura... A não ser o método tradicional na
rua com seus amigos.
Spider Man
– 1982
O incrível
Homem Aranha foi lembrado neste game individual em que você tinha como missão
escalar o prédio, capturar inimigos, desativar bombas e claro, derrotar o Duende
Verde, mesmo que neste caso esta árdua missão se resumia apenas a chegar no
topo do prédio e não permitir que ele te derrubasse cortando a tua teia. O
problema era que a teia não grudava nos vidros do prédio e se ao balançar pela
teia a mesma cruzasse com algum inimigo na janela ou alguma bomba explodisse o
nosso herói caia de uma altura incrível e fatalmente ia pro saco. Ou seja, seu
maior adversário era a má qualidade de fabricação de sua teia! Poxa Peter...
Cara, o 1º
jogo do nosso Herói de teia a gente tem que valorizar...
Jungle
Hunt – 1983
Eu sei que
Pitfall é espetacular, a jogabilidade, a sonoridade marcante que lembra o bom e
velho Tarzan na hora de pular no cipó, pular lagos com jacarés famintos,
escorpiões, etc.
Mas Jungle
Hunt, na minha modesta opinião tinha começo, meio e fim. Salvar sua namorada de
canibais enfrentando desafios como pular cipós, não só um, mas vários
consecutivos e matar jacarés no lago empunhando uma faca e voltando a
superfície para recuperar o folego foi algo que me fez lembrar filmes clássicos
de ação.
Se Pitfall é
mais Indiana Jones, Jungle Hunt esta mais para Allan Quatermain!!!
Battlezone
– 1980
Pode parecer
brincadeira, mas o exercito americano usou este jogo como simulador de tanques
de guerra. Resquícios da Guerra Fria!
Modo individual
em primeira pessoa, onde sua tarefa é procurar por tanques inimigos e
destruí-los usando um radar e mira no centro da tela. No melhor estilo:
Preparar, apontar, fogo!
Só um
detalhe: eles atiram também e um único tiro já é o suficiente.
Na época, só
o Robo Tank (1983) era seu concorrente direto. A proposta era a mesma, mas a
visão era interna e a mira era maior.
Gunslinger
– 1978
Manja o Pong?
Aquele que parecia um Ping Pong quadradão de bola idem? Troque as raquetes (na
verdade, barras) por Cowboys e a linha por um cacto. Pronto!
Um jogo de
bang-bang cheio de pilantragem, com o diferencial que o cacto impede a passagem
da bala e os tiros são ricocheteados propositalmente para você pegar seu
oponente na maior “filadaputagem”.
O objetivo: quem
levasse menos tiros num determinado tempo era o vencedor.
Concorrente,
neste nível, só o Pong mesmo. Não dá
para considera-lo um game de guerra.
Crackpots
– 1983
A dona Aranha
subiu pela parede, veio à chuva forte... ops! Veio o vaso de plantas e a
derrubou... Lembrou-se da musiquinha? Essa é a única finalidade deste game:
impedir que as aranhas subam a parede do prédio e invadam a sua casa e sua
única arma são os vasos de plantas. O desafio aumenta com a quantidade e
velocidade de aranhas subindo pelas paredes.
Jogo único em
originalidade, mas como ele no critério agilidade e velocidade existem vários.
Plaque
Attack – 1983
Como a Atari
se preocupava muito com os pais da molecada nesta época, principais
responsáveis pela compra do teu produto, eles não pensaram duas vezes para
criar um jogo que estimulasse às crianças a importância de se escovar os
dentes, que nesta época devia estar ficando no segundo plano da criançada
empolgada altas horas em frente a TV.
O jogo se
passa numa boca e você controla uma pasta de dentes que distribui tiros (creme
dental) nos invasores, que no caso são doces, hambúrgueres e qualquer porcaria
que a gente moleque já imaginava comer nesta época.
O objetivo
era proteger o contato destes alimentos nos dentes que iam estragando
levando-os a carie e a queda.
Similar a
qualquer jogo de tiro, mas original pacas!
Pole
Position – 1983
Podem me
xingar se quiserem mas para mim este game supera o Enduro em muito. O Enduro é
clássico eu sei e também não estou o tratando como um jogo ruim, mas correr por
um dia e ultrapassar 300 carros se torna muito enjoativo. O Pole Position tem
mais a cara de uma Formula 1, não pelo gráfico, até porque não sou aquele tipo
de cara que valoriza um game por conta disso, mas o jeitão do carro, as listras
laterais da pista, o som, ou seja, tudo ali já indicava por onde os jogos de
corrida iriam se espelhar no futuro. Sem contar à herança que o Pole Position
deixou para os Arcades. Item de
cabeceira!
Concorrente, claro, Enduro.
Commando – 1985
No melhor
estilo Rambo, ou Braddock, Commando é aquele típico game de guerra de “exército
de um homem só”, como já cantava Humberto Gessinguer. O jogo é basicamente
você, sua arma na mão e sua fúria. Sua única defesa é sua agilidade, apesar de
que os tiros do exército inimigo são lentos e previsíveis. Mesmo assim, é
diversão garantida.
O Game se
movimenta de baixo pra cima e da para você utilizar o cenário a seu favor, como
desviar de um tiro ficando atrás de uma arvore. Você também pode atirar granada
nos seus inimigos.
Seu principal
adversário, eu creio que seja ele mesmo na versão Arcade, onde em 1985 a
maiorias dos games já dotavam de gráficos bem melhores. Não só nesse recurso,
mas também na questão ”ações”, como mais itens, adversários, desafio e fases
mais bem bonitas e bem elaboradas.
Moon Patrol – 1983
Não sei se este game esta
fazendo justiça ao meu comentário inicial de indicar aqui somente os games
considerados esquecidos, pois lembro-me muito bem que na minha infância que
este game era tido como um dos pilares do ATARI, pelo menos entre a molecada da
minha vizinhança. Estranhei o fato de que na minha pesquisa quase ninguém
citava este game e eu achei isso muito estranho e injusto se caso eu não o
incluísse nesse pacote.
Bom, se você nunca viu ou não se
lembrava, trata-se de uma nave terrestre que trafegava na superfície lunar,
onde simultaneamente seus tiros eram disparados um no sentido vertical e um na
horizontal com o objetivo de destruir naves alienígenas e rochas que poderiam
atrapalhar seu caminho. Também se fazia necessário pular crateras, fazendo você
se perguntar cada vez mais que tipo de espaçonave estranha era essa que mais
parecia ter “pernas” ao invés de rodas.
Legal que este game começou a
incorporar o termo “level”, pois você percorria um determinado trajeto que
tinha que ser concluído. Logo, você iniciava outro trajeto, porem com o desafio
cada vez maior.
Pra mim, desde aquela época um
dos melhores games do ATARI.
H.E.R.O. – 1984
Outro grande jogo que trafega
entre o clássico e o desconhecido é H.E.R.O. No meu gosto pessoal, um dos 10
melhores jogos do Atari, porem não tenho me deparado com muitos posts ou comentários
deste jogaço que mistura ação, estratégia e resgate. Por temer cair no poço do
desconhecido, faço como o herói deste game a missão de resgata-lo das
profundezas do ostracismo.
Nosso herói percorre por profundas
cavernas subterrâneas para resgatar vitimas de um possível soterramento, usando
um capacete com uma hélice e uma mochila contendo dinamite e uma arma de tiro.
Descendo por caminhos que
lembram labirintos, você pode usar seus tiros para combater morcegos e outras
estranhas criaturas voadoras e usar suas poucas dinamites para destruir paredes
e abrir caminhos, mas com cuidado, pois as mesmas podem explodir perto de você
e aí já era.
Outra dificuldade do game é
poupar dinamites, pois conforme você vai descendo e optar por cortar caminho
nas explosões, as mesmas acabam e você não completa a sua missão de resgate. Às
vezes é melhor ir descendo e retornar tudo para projetar o caminho mais curto
em que você gasta menos dinamites até conseguir chegar até a vitima.
O que me surpreende neste jogo
foi à disponibilidade de gerar varias ações usando apenas um “único botão”, ou
você já se esqueceu de que estamos falando de Atari? Neste game o joystick fazia milagres. Botão
era tiro, mas para colocar dinamites você tinha que colocar o controle pra
baixo. Por diversas ocasiões eu soltava dinamites onde não queria e acabava
perdendo por gasta-las ou por solta-las em locais que eu acabava morrendo na
explosão. O desafio era muito alto... vai por mim!
Ótima ideia que infelizmente ninguém
ousou refazer.
Chopper Command – 1982
Um dos melhores games de guerra
envolvendo aeronaves de todos os tempos. Infelizmente ofuscado pelo também excelente
River Raid e o Megamania, porem com um cenário mais de guerra do que os outros.
A cor “amarelada” predominante
do game retrata um combate no deserto onde você pilota um helicóptero. Além de atirar
em outros helicópteros, há aeronaves e bases terrestres. Os tiros dos adversários
eram malucos, pois se dividiam em dois e ia um pedaço pra cada lado da tela. Outro
diferencial é poder percorrer todas as direções e contar com um radar que
facilita muito a sua vida se você se antecipar na direção em que seus inimigos
irão surgir.
Este é literalmente o pai do
Desert Strike do SNES!
Concorrentes a altura, os também
excelentes River Raid, Megamania e Seaquest, que era de um submarino, mas com
movimentos idênticos.
Halloween – 1983
Cara... você já esta ouvindo inconscientemente
a musiquinha horripilante do jogo, né? Se não, é sinal de que você infelizmente
não conhece este game, que no Brasil teve copias renomeadas como Sexta Feira
13. Bom, se é Myke Myers ou Jason não importa.
Você controla uma menininha
loira que percorre uma casa de dois andares onde sua missão é salvar um
pirralho que esta apavorado e tremendo igual “vara verde” a fugir. Porem, “ao
toque congelante do medo” surge o assassino dotando de um facão com sede de
sangue. Até da pra dar um “Pelé” no cara, pois ele é meio lento no começo,
porem há momentos em que a luz fica apagando e ai é a hora que você engole
seco!
Em algumas salas surge um
machado que você pode pegar e ir pra cima dele, mas lembre-se: você é uma
menininha e ele um assassino... Quem será que tem mais pratica com facas? Para
derrota-lo tem que dar um golpe certeiro e fatal!
Só Resident Evil!
Mr. Postman – 1983
Pense num jogo que “parece” ser
bobinho que na verdade chega a ser desgraçado de difícil? Bicho, que trampo foi
pra entregar esta “carta” da primeira vez que joguei o Sr Carteiro.
Você controla um ursinho, que
tem a medonha missão de fugir dos tiros de um abutre desgraçado (que deveria
ser um pombo correio desempregado e revoltado com a contratação de um ursinho
no seu lugar), subir numa arvore, pular num cipó e aterrissar em cima do mesmo,
só pra mostrar quem é que manda! O problema é que o ursinho é muito lento e os
tiros do abutre são apelativos, rápidos, constantes e para todas as direções. Tô
falando, é muita raiva desse cara! O ursinho deve ter pegado a mulher dele!!!
Só pode!!!
Depois desta missão, você tem três
fases para destruir raios, onde para cada uma destas fases os raios aumentam a
quantidade e a velocidade. Difícil mas da pra passar.
Agora a ultima: um labirinto
eletrocutado! Encostou, morreu!! Com paredes estreitas e muita curva... CARA, O
QUE TINHA NESTA CARTA PRA SER TÃO DIFICIL? OH VIDA?
Donkey Kong – 1982
Sabe o Mario? Então, ele saiu de
trás do armário pela primeira vez neste game para salvar a princesa das garras de
Donkey Kong. Poxa, mas hoje os caras não são amigos e heróis da Nintendo, cada
um com seu game? É... Mulheres...
O Mario, que nesta época era só “Jump
Man”, tinha que desviar dos barris arremessados pelo DK, subir escadas e
conseguir alcançar o topo para enfim salvar a princesa.
Este game foi o 1º sucesso da
Nintendo projetado para Arcade, mas que só saiu para versão domestica em 1982,
com muito menos recursos gráficos, porem ainda legal.
A versão Arcade era mais
popular.
Popeye – 1983
A história todo mundo conhece.
Popeye , Olivia, Brutus e o espinafre. Quem não conhece isso não teve infância.
Youtube urgente!
Você controla o nosso marinheiro
na dura missão de coletar “beijocas” arremessadas pela amada Olivia Palito de
cima do prédio. Porem, claro, Brutus tenta te impedir.
O que faz você botar o Brutus
pra correr? Latinhas de espinafre que surgiam em pontos estratégicos.
Roteiro básico, mas o game é bem
legal.
X-Man – 1983
O ápice da capacidade dos
engenheiros da Atari. Não da pra comentar sobre o game. Se você não conhece,
saiba que eu conheci este game da seguinte forma:
Pegamos (eu com 7 anos e meus
irmãos maiores com 11 e 12 anos) alguns jogos emprestados com um amigo e ele
nos emprestou este, porem só o “chip” e não nos disse do que se tratava. Apenas
um “leva aí pra vocês verem”.
Em meio a tantos cartuchos,
deixamos este para o final, porem o mesmo não rodava. Até que tivemos a ideia
de ativar o botão Dificult e finalmente o jogo pegou. Detalhe importante:
estavam meu pai e minha mãe assistindo a gente jogar. Imaginem a surpresa que
eles tiveram quando finalmente conseguimos completar a missão?
Para surpresa minha e de meus
irmãos, todos caíram na risada...
Assiste aí maluco... vou falar
não!!!
Renato Paz