quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Fliperamas: Sim, eles ainda existem!

Fala galera!

Venho pra interromper uma sequencia cronológica de relatos e experiências de minha vida de descobertas nos games para falar de Fliperamas, ou casas de jogos, ou de arcade, ou casa de maquinas... Seja lá como vocês classificam.
To fazendo isso, pois na minha rede social vi muitos amigos comentando minhas fotos de algumas idas minhas a alguns fliperamas da região e do centro de SP. Notei que muitos da minha idade sentem saudade de jogar umas fichas e dependendo da região onde moram, não jogam um Arcade há anos ou até décadas. Na verdade, meu intuito foi levar meu filho de 6 anos para conhecer “um fliperama” e os seus jogos, onde espero que ele se torne um “gamer” igual ao “papai” aqui. Realmente não esperava tanto interesse por parte dos mais anciões.
Esta experiência (de levar meu filho) tem dado certo e noto que ele adora vídeo games e não discrimina a diferença de bits e gráficos entre as plataformas. Creio que ele até prefira os antigos, pois são jogos que não tem muito segredo, poucos botões, jogabilidade mais fácil, continues eternos e por aí vai. Particularmente tenho curtido pacas tudo isso e dividir um player 2 com meu próprio filho é uma experiência muito legal... Apesar de ele ainda não ter a malicia das apelações, mas isso é questão de tempo.
Voltando pros fliperamas, sou em certo ponto um cara privilegiado, pois aqui no bairro onde moro ainda tem um sobrevivente. Chama-se Psyco Games. É uma casa tradicional no bairro e existe há mais de 15 anos. Ainda tem uns gabinetes clássicos, mas a galera prefere jogar as Multi-jogos. Ele também possui Tvs com consoles para jogar games por hora. Conversando com o dono, descobri que ele tem um emprego paralelo e só abre a casa só para manter as maquinas funcionando. Obviamente diz que a casa não dá lucro e que somente paga o consumo de eletricidade.  Ele tem planos de fabricar gabinetes e joysticks, pois nota muita gente (assim como eu) interessadas em montar um Arcade Multi-jogos em casa. Para ele, a Psyco Games servirá de vitrine para este trabalho.

Meu pivete jogando Street Fighter 2

Psyco Games -Vários Gabinetes originais

Cabal


X-Men Vs Street Fighter

Outro Fliperama que existe aqui na minha Cidade fica localizado no Centro. A casa disponibiliza 3 multi-jogos e mais 4 arcades do The King Of Fighters  onde é realizado vários campeonatos durante o ano. Os gabinetes são aqueles mais novos com Tvs de HD. Tenho notado que a franquia KOF ainda sustenta muito os fliperamas. Claro que Street Fighter e Mortal Kombat tem suas honrarias, mas noto que pessoas que beiram os 30 anos preferem KOF e quem passa dos 30 (como eu) prefere os mais antigos. Você deve ter notado que eu não citei o nome do lugar, né? Quem disse que o “véinho” aqui se lembra? Quando eu lembrar eu juro que posto aqui. Pelo menos o endereço eu sei...

Marvel Vs Capcom no Centro de Mauá

O ultimo local que visitei com meu pivete foi no Fliperama da Avenida São João em São Paulo Centro. A casa é gigantesca e existe há mais de 2 décadas. A grande maioria das maquinas ficam desligadas, pois os multi-jogos são os carros chefes. Somente os gabinetes de jogos de corrida (com volante) ou jogos de tiros com pistolas são mais usadas. Destaques para os Pinball’s (fliperamas das bolinhas).
Bati um bom papo com o dono do local enquanto meu pivete ficava jogando. Ele me disse dos tempos áureos dos árcades, do preconceito (até hoje) por parte da policia que considera o local um point de trombadinha, de jogos clássicos, e por aí vai. Esta casa abre após o meio dia e vai até às 22h e dependendo do movimento até a meia noite. A hora que eu fui estava bem vazia a casa, mas ele disse que após as 18h o movimento aumenta. Nada como nos anos 90, mas aumenta.

Fliperama da Av.São João

Muitos Gabinetes originais...

Daitona USA

Multi Jogos

Meu pivete!

Fliperamas tradicionais.

Segue os endereços das casas:

- Psyco Games – Av. José Moreira, Jd. Esperança – Mauá SP, prox. Mercado Nevada;
                Preço da ficha: 5 por 1 Real!!!!

- Games Centro – Av. Rio Branco, Centro de Mauá, embaixo do Viaduto da Saudade.
                Preço da ficha: R$ 0,50.

- Fliperama da São João – Avenida São João, 1478 – República. Perto do minhocão;
                Preço da ficha: R$ 1,00.

Bom galera, como podem ver, ainda existem alguns points que da pra matar a saudade de jogar um bom arcade. Tudo bem que não é aquele butéco, que não tem aquele clima sombrio, mas os tempos são outros e é bem melhor que jogar em Shopping Centers. Se não for a gente, estas casas fecham. Jogar em casa pode ser até legal, mas não é a mesma coisa. E olha que eu tenho emulador pra caramba aqui em casa.
Eu procuro mostrar pro meu pivete como eram as coisas no meu tempo, como as coisas evoluíram, como era difícil conseguir uns trocados para poder jogar uma ficha numa maquina. Acho que isso servirá de alguma forma para ele, não pelos games, mas pela dificuldade das coisas e de como tudo hoje esta mais fácil, porem descartáveis, se você não souber valoriza-las... Coisas que só a maturidade traz.
Sei de alguns locais que ainda visitarei e em breve trarei novidades para todos.
               

Até!

domingo, 30 de novembro de 2014

Video Games, LP’s , K7’s: O mesmo Universo saudosista.

Fala galera!
Sempre deixei claro que o objetivo deste blog é valorizar a nostalgia e não pra falar só de Games exclusivamente, até porque existem muitas pessoas mais especializadas e com mais tempo pra se dedicar a jogar uma penca de jogos, se aprofundarem, pesquisar e por aí vai. Aconselho quem esta na busca de games a vasculharem, pois tem muita gente competente, com excelentes materiais, canais de vídeos no YouTube, grande acervo de consoles e games e tudo mais.
Sigo por uma linha que destaca mais as minhas experiências pessoais, até porque creio que muita gente passou pelas mesmas descobertas de forma similar e assim poderíamos trocar ideias e dividir experiências. Valorizo muito isso e pra mim vídeo games significam aproximações, amizades, diversão e hoje em dia saudosismo. 
Muitos de meus amigos de longa data foram cumplices destas descobertas e até hoje relembramos de fatos que envolviam momentos que o Console ou o Arcade estava ali presente de alguma forma. Chego até a dizer que colegas de escola viraram amigos depois que começamos a frequentar a casa de uns e outros para jogar, emprestar jogos, revistas ou coisas do gênero. Ou seja, foi o estopim de grandes amizades.
Claro que fui um garoto normal, que jogava bola na rua, trocava figurinhas, jogava futebol de botão e tudo mais, mas foi no vídeo game que fiz amigos para vida, assim como também tenho amigos até hoje pelo motivo do meu gosto particular por bandas de Rock, Metal, Punk e por aí vai. Acho até pela mesma característica de pegar emprestado, ter a mesma preferencia de gênero, colecionar revistas e por aí vai. Creio que estes dois universos se cruzam de alguma forma.
                Do mesmo jeito que hoje eu pego um “vinil”, com aquele carinho e cuidado, relembrando de como eu juntei as moedas para compra-lo, ou o que eu estava fazendo quando ouvi aquela musica pela primeira vez, os jogos de vídeo game antigos também tem esta mesma característica de me fazer relembrar o passado. Querem um exemplo maluco? Toda vez que ouço Strength To Endure do Ramones eu me lembro de Streets Of Rage e vice versa! Por quê? Lembro que meus irmãos mais velhos ouviam este LP no ultimo volume enquanto eu folheava uma revista “Videogame” que falava deste game para Mega Drive. Vale destacar também que ambos eram do inicio dos anos 90.
Ramones - Mondo Bizarro 1992

Streets Of Rage - Mega Drive

Revista VideoGame nº10


                De qualquer forma, aqui o assunto é vídeo game, e se as minhas experiências servem para que vocês relembrem momentos bons de suas vidas na infância ou adolescência, quer dizer que pra mim, particularmente, consegui atingir meu objetivo.

sábado, 1 de novembro de 2014

Minha experiência com Arcade... agora minha própria descoberta.

Em meados de 1989, aos sete anos eu já tinha a confiança por parte dos meus pais para ir sozinho ao mercado para comprar pão entre outras coisas. Até porque, o mercado não ficava longe de casa, e eu também nesta idade já ia para a escola sozinho.
            Entre o caminho da minha casa e o mercado havia o “bar do Magnata”, que há décadas não existe mais. Curiosamente este bar ficava ao lado da onde seria futuramente o Dragon Fliper que dá nome a este Blog, mas que nesta época não tinha nem a estrutura de um salão.
Neste bar, tinha uma popular “maquina de fliper” onde eu não resisti e fui conhecer de perto. Diferente das maquinas que vemos nas pesquisas de internet, onde o gabinete era todo personalizado com foto do personagem, esta era só um box preto que só dava pra saber que jogo era com a maquina ligada. Tratava-se ROBOCOP, jogo de 1988 baseado no primeiro filme da série, que na época era o “único”.
Acredito que foi a primeira vez que conheci o personagem e não fazia ideia de que era um game baseado em um filme, até porque aos 7 anos eu não tinha entrado num cinema, nem tão pouco as Tv transmitiam um filme com um intervalo menor de 2 ou 3 anos após seu lançamento (pra quem não sabe o filme é de 1987) e acredito sinceramente que meus pais não deixariam assistir um filme deste com a idade que eu tinha no provável horário que ele seria transmitido.
 Fiquei impressionado com a qualidade de imagem do jogo só na apresentação do mesmo na tela com a sedutora inscrição “insert coin” como um convite sedutor de um canto de sereia. Obediente, não comprei a ficha, virei às costas e fui realizar a tarefa que me foi direcionada, pois havia pessoas esperando pelo seu café da manhã em casa.
Não sei se aquilo foi benéfico no primeiro momento, pois o Atari perdeu toda a magia depois daquele gráfico do Robocop.

No dia seguinte, tive a audaciosa e ousada ideia de segurar algumas moedas do troco do leite e tive a coragem de comprar uma ficha. Meu desempenho foi pífio e nem cheguei ao primeiro mestre, e pra você que conhece este jogo sabe que em  2 minutos qualquer “macaco” chega nele.  Creio também que a adrenalina de estar desviando uma verba do troco, entrando num bar sozinho pra jogar sem o conhecimento dos meus pais fez com que meu desempenho tenha sido comprometido de tal forma. Mas ali, não importava mais... eu finalmente tive o “prazer” de jogar pela primeira vez um arcade sozinho. Tudo bem que eu estava em pânico por ter “desviado” parte do troco e na hora que eu chegasse em casa teria eu me explicar. Ainda bem que ninguém conferiu as moedas naquele dia...




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ATARI - Grandes jogos “esquecidos”.

Se você acha que eu demorei este tempo todo sem postar nada neste blog para vir aqui pra falar de Enduro, Pac-Man, Frostbite, River Raid e Pitfall se enganaram. Que são os melhores games da geração “2 bits” nós não temos duvidas e acho que ninguém tem. Poderíamos citar uma lista com uns 40 games ou até mais, só de clássicos, mas com certeza seria “mais do mesmo”. E é claro meu chapa, você pode ter certeza de uma coisa: Se você tem mais de 25 anos, diz que gosta de games e não conhece ATARI e seus jogos eu só posso lamentar e dizer que você não sabe o que é diversão.
Confesso que tive que pesquisar na net, assistir vídeos, jogar os games no STELLA (emulador de Atari) e consultar até livros a respeito. Porem acho que consegui “desenterrar” muita coisa boa por aí... E olha que não é do jogo do E.T. que eu estou falando.
A lista não esta seguindo nenhuma ordem cronológica nem de preferencias.
E antes que alguém me xingue alegando que este ou aquele jogo é “clichê” ou que eu me esqueci de muitos outros games... Bicho, esse blog aqui é pra você participar!! Opine!!!  De dicas e lembre-se: sou um pai de família, e não um cara 24 horas por dia “aspirante a blogueiro”...
Boa leitura e se possível, baixe um emulador e volte aos seus 7 anos.

Freeway – 1981 



A velha história da galinha atravessando a rua num game que envolvia a disputa individual e de duas pessoas numa competição por tempo, onde vencia quem mais conseguisse salvar galinhas.
Ponto forte: Conforme as fases iam passando, a dificuldade ia aumentando freneticamente com o aumento da velocidade dos carros na rodovia.
                Seu principal concorrente era o Frogger.

Sneak 'n peek - 1982



                Bicho, que criatividade da “preula” era essa? Esconde-esconde no vídeo game! Sim, é verdade!
O jogo se passa numa casa vazia com apenas alguns moveis por cômodo, onde dava pra se esconder em qualquer lugar, desde atrás da cama até do lado de fora da casa.
Modo individual ou em dupla, mas que seu irmão ou seu amigo tenha que “bater cara” de verdade, se não o jogo não tem graça!
                O tempo que você levava para se esconder era exatamente igual ao tempo em que seu oponente tinha para te encontrar de forma regressiva.
                Até hoje, que eu saiba, não existe concorrente a altura... A não ser o método tradicional na rua com seus amigos.

Spider Man – 1982



                O incrível Homem Aranha foi lembrado neste game individual em que você tinha como missão escalar o prédio, capturar inimigos, desativar bombas e claro, derrotar o Duende Verde, mesmo que neste caso esta árdua missão se resumia apenas a chegar no topo do prédio e não permitir que ele te derrubasse cortando a tua teia. O problema era que a teia não grudava nos vidros do prédio e se ao balançar pela teia a mesma cruzasse com algum inimigo na janela ou alguma bomba explodisse o nosso herói caia de uma altura incrível e fatalmente ia pro saco. Ou seja, seu maior adversário era a má qualidade de fabricação de sua teia! Poxa Peter...
                Cara, o 1º jogo do nosso Herói de teia a gente tem que valorizar...

Jungle Hunt – 1983



                Eu sei que Pitfall é espetacular, a jogabilidade, a sonoridade marcante que lembra o bom e velho Tarzan na hora de pular no cipó, pular lagos com jacarés famintos, escorpiões, etc.
                Mas Jungle Hunt, na minha modesta opinião tinha começo, meio e fim. Salvar sua namorada de canibais enfrentando desafios como pular cipós, não só um, mas vários consecutivos e matar jacarés no lago empunhando uma faca e voltando a superfície para recuperar o folego foi algo que me fez lembrar filmes clássicos de ação.
                Se Pitfall é mais Indiana Jones, Jungle Hunt esta mais para Allan Quatermain!!!
               

Battlezone – 1980



                Pode parecer brincadeira, mas o exercito americano usou este jogo como simulador de tanques de guerra. Resquícios da Guerra Fria!
                Modo individual em primeira pessoa, onde sua tarefa é procurar por tanques inimigos e destruí-los usando um radar e mira no centro da tela. No melhor estilo: Preparar, apontar, fogo!
                Só um detalhe: eles atiram também e um único tiro já é o suficiente.
                Na época, só o Robo Tank (1983) era seu concorrente direto. A proposta era a mesma, mas a visão era interna e a mira era maior.

Gunslinger – 1978



                Manja o Pong? Aquele que parecia um Ping Pong quadradão de bola idem? Troque as raquetes (na verdade, barras) por Cowboys e a linha por um cacto. Pronto!
                Um jogo de bang-bang cheio de pilantragem, com o diferencial que o cacto impede a passagem da bala e os tiros são ricocheteados propositalmente para você pegar seu oponente na maior “filadaputagem”.
                O objetivo: quem levasse menos tiros num determinado tempo era o vencedor.
                Concorrente, neste nível, só o Pong mesmo.  Não dá para considera-lo um game de guerra.

Crackpots – 1983



                A dona Aranha subiu pela parede, veio à chuva forte... ops! Veio o vaso de plantas e a derrubou... Lembrou-se da musiquinha? Essa é a única finalidade deste game: impedir que as aranhas subam a parede do prédio e invadam a sua casa e sua única arma são os vasos de plantas. O desafio aumenta com a quantidade e velocidade de aranhas subindo pelas paredes.
                Jogo único em originalidade, mas como ele no critério agilidade e velocidade existem vários.

Plaque Attack – 1983



                Como a Atari se preocupava muito com os pais da molecada nesta época, principais responsáveis pela compra do teu produto, eles não pensaram duas vezes para criar um jogo que estimulasse às crianças a importância de se escovar os dentes, que nesta época devia estar ficando no segundo plano da criançada empolgada altas horas em frente a TV.
                O jogo se passa numa boca e você controla uma pasta de dentes que distribui tiros (creme dental) nos invasores, que no caso são doces, hambúrgueres e qualquer porcaria que a gente moleque já imaginava comer nesta época.
                O objetivo era proteger o contato destes alimentos nos dentes que iam estragando levando-os a carie e a queda.
                Similar a qualquer jogo de tiro, mas original pacas!

Pole Position – 1983



                Podem me xingar se quiserem mas para mim este game supera o Enduro em muito. O Enduro é clássico eu sei e também não estou o tratando como um jogo ruim, mas correr por um dia e ultrapassar 300 carros se torna muito enjoativo. O Pole Position tem mais a cara de uma Formula 1, não pelo gráfico, até porque não sou aquele tipo de cara que valoriza um game por conta disso, mas o jeitão do carro, as listras laterais da pista, o som, ou seja, tudo ali já indicava por onde os jogos de corrida iriam se espelhar no futuro. Sem contar à herança que o Pole Position deixou para os Arcades.            Item de cabeceira!
 Concorrente, claro, Enduro.
                                 
Commando – 1985



No melhor estilo Rambo, ou Braddock, Commando é aquele típico game de guerra de “exército de um homem só”, como já cantava Humberto Gessinguer. O jogo é basicamente você, sua arma na mão e sua fúria. Sua única defesa é sua agilidade, apesar de que os tiros do exército inimigo são lentos e previsíveis. Mesmo assim, é diversão garantida.
O Game se movimenta de baixo pra cima e da para você utilizar o cenário a seu favor, como desviar de um tiro ficando atrás de uma arvore. Você também pode atirar granada nos seus inimigos.
Seu principal adversário, eu creio que seja ele mesmo na versão Arcade, onde em 1985 a maiorias dos games já dotavam de gráficos bem melhores. Não só nesse recurso, mas também na questão ”ações”, como mais itens, adversários, desafio e fases mais bem bonitas e bem elaboradas.

Moon Patrol – 1983



                Não sei se este game esta fazendo justiça ao meu comentário inicial de indicar aqui somente os games considerados esquecidos, pois lembro-me muito bem que na minha infância que este game era tido como um dos pilares do ATARI, pelo menos entre a molecada da minha vizinhança. Estranhei o fato de que na minha pesquisa quase ninguém citava este game e eu achei isso muito estranho e injusto se caso eu não o incluísse nesse pacote.
                Bom, se você nunca viu ou não se lembrava, trata-se de uma nave terrestre que trafegava na superfície lunar, onde simultaneamente seus tiros eram disparados um no sentido vertical e um na horizontal com o objetivo de destruir naves alienígenas e rochas que poderiam atrapalhar seu caminho. Também se fazia necessário pular crateras, fazendo você se perguntar cada vez mais que tipo de espaçonave estranha era essa que mais parecia ter “pernas” ao invés de rodas.
                Legal que este game começou a incorporar o termo “level”, pois você percorria um determinado trajeto que tinha que ser concluído. Logo, você iniciava outro trajeto, porem com o desafio cada vez maior.
                Pra mim, desde aquela época um dos melhores games do ATARI.

  
H.E.R.O. – 1984



                Outro grande jogo que trafega entre o clássico e o desconhecido é H.E.R.O. No meu gosto pessoal, um dos 10 melhores jogos do Atari, porem não tenho me deparado com muitos posts ou comentários deste jogaço que mistura ação, estratégia e resgate. Por temer cair no poço do desconhecido, faço como o herói deste game a missão de resgata-lo das profundezas do ostracismo.
                Nosso herói percorre por profundas cavernas subterrâneas para resgatar vitimas de um possível soterramento, usando um capacete com uma hélice e uma mochila contendo dinamite e uma arma de tiro.
                Descendo por caminhos que lembram labirintos, você pode usar seus tiros para combater morcegos e outras estranhas criaturas voadoras e usar suas poucas dinamites para destruir paredes e abrir caminhos, mas com cuidado, pois as mesmas podem explodir perto de você e aí já era.
                Outra dificuldade do game é poupar dinamites, pois conforme você vai descendo e optar por cortar caminho nas explosões, as mesmas acabam e você não completa a sua missão de resgate. Às vezes é melhor ir descendo e retornar tudo para projetar o caminho mais curto em que você gasta menos dinamites até conseguir chegar até a vitima.
                O que me surpreende neste jogo foi à disponibilidade de gerar varias ações usando apenas um “único botão”, ou você já se esqueceu de que estamos falando de Atari?  Neste game o joystick fazia milagres. Botão era tiro, mas para colocar dinamites você tinha que colocar o controle pra baixo. Por diversas ocasiões eu soltava dinamites onde não queria e acabava perdendo por gasta-las ou por solta-las em locais que eu acabava morrendo na explosão. O desafio era muito alto... vai por mim!
                Ótima ideia que infelizmente ninguém ousou refazer.

Chopper Command – 1982



                Um dos melhores games de guerra envolvendo aeronaves de todos os tempos. Infelizmente ofuscado pelo também excelente River Raid e o Megamania, porem com um cenário mais de guerra do que os outros.
                A cor “amarelada” predominante do game retrata um combate no deserto onde você pilota um helicóptero. Além de atirar em outros helicópteros, há aeronaves e bases terrestres. Os tiros dos adversários eram malucos, pois se dividiam em dois e ia um pedaço pra cada lado da tela. Outro diferencial é poder percorrer todas as direções e contar com um radar que facilita muito a sua vida se você se antecipar na direção em que seus inimigos irão surgir.
                Este é literalmente o pai do Desert Strike do SNES!
                Concorrentes a altura, os também excelentes River Raid, Megamania e Seaquest, que era de um submarino, mas com movimentos idênticos.

Halloween – 1983



                Cara... você já esta ouvindo inconscientemente a musiquinha horripilante do jogo, né? Se não, é sinal de que você infelizmente não conhece este game, que no Brasil teve copias renomeadas como Sexta Feira 13. Bom, se é Myke Myers ou Jason não importa.
                Você controla uma menininha loira que percorre uma casa de dois andares onde sua missão é salvar um pirralho que esta apavorado e tremendo igual “vara verde” a fugir. Porem, “ao toque congelante do medo” surge o assassino dotando de um facão com sede de sangue. Até da pra dar um “Pelé” no cara, pois ele é meio lento no começo, porem há momentos em que a luz fica apagando e ai é a hora que você engole seco!
                Em algumas salas surge um machado que você pode pegar e ir pra cima dele, mas lembre-se: você é uma menininha e ele um assassino... Quem será que tem mais pratica com facas? Para derrota-lo tem que dar um golpe certeiro e fatal!
                Só Resident Evil!

Mr. Postman – 1983



                Pense num jogo que “parece” ser bobinho que na verdade chega a ser desgraçado de difícil? Bicho, que trampo foi pra entregar esta “carta” da primeira vez que joguei o Sr Carteiro.
                Você controla um ursinho, que tem a medonha missão de fugir dos tiros de um abutre desgraçado (que deveria ser um pombo correio desempregado e revoltado com a contratação de um ursinho no seu lugar), subir numa arvore, pular num cipó e aterrissar em cima do mesmo, só pra mostrar quem é que manda! O problema é que o ursinho é muito lento e os tiros do abutre são apelativos, rápidos, constantes e para todas as direções. Tô falando, é muita raiva desse cara! O ursinho deve ter pegado a mulher dele!!! Só pode!!!
                Depois desta missão, você tem três fases para destruir raios, onde para cada uma destas fases os raios aumentam a quantidade e a velocidade. Difícil mas da pra passar.
                Agora a ultima: um labirinto eletrocutado! Encostou, morreu!! Com paredes estreitas e muita curva... CARA, O QUE TINHA NESTA CARTA PRA SER TÃO DIFICIL? OH VIDA?
               
Donkey Kong – 1982



                Sabe o Mario? Então, ele saiu de trás do armário pela primeira vez neste game para salvar a princesa das garras de Donkey Kong. Poxa, mas hoje os caras não são amigos e heróis da Nintendo, cada um com seu game? É... Mulheres...
                O Mario, que nesta época era só “Jump Man”, tinha que desviar dos barris arremessados pelo DK, subir escadas e conseguir alcançar o topo para enfim salvar a princesa.
                Este game foi o 1º sucesso da Nintendo projetado para Arcade, mas que só saiu para versão domestica em 1982, com muito menos recursos gráficos, porem ainda legal.
                A versão Arcade era mais popular.

Popeye – 1983



                A história todo mundo conhece. Popeye , Olivia, Brutus e o espinafre. Quem não conhece isso não teve infância. Youtube urgente!
                Você controla o nosso marinheiro na dura missão de coletar “beijocas” arremessadas pela amada Olivia Palito de cima do prédio. Porem, claro, Brutus tenta te impedir.
                O que faz você botar o Brutus pra correr? Latinhas de espinafre que surgiam em pontos estratégicos.
                Roteiro básico, mas o game é bem legal.

X-Man – 1983



                O ápice da capacidade dos engenheiros da Atari. Não da pra comentar sobre o game. Se você não conhece, saiba que eu conheci este game da seguinte forma:
                Pegamos (eu com 7 anos e meus irmãos maiores com 11 e 12 anos) alguns jogos emprestados com um amigo e ele nos emprestou este, porem só o “chip” e não nos disse do que se tratava. Apenas um “leva aí pra vocês verem”.
                Em meio a tantos cartuchos, deixamos este para o final, porem o mesmo não rodava. Até que tivemos a ideia de ativar o botão Dificult e finalmente o jogo pegou. Detalhe importante: estavam meu pai e minha mãe assistindo a gente jogar. Imaginem a surpresa que eles tiveram quando finalmente conseguimos completar a missão?
                Para surpresa minha e de meus irmãos, todos caíram na risada...
                Assiste aí maluco... vou falar não!!!


Renato Paz

domingo, 10 de agosto de 2014

Enfim...ATARI!

Toda criança nos anos 80 sonhava com duas coisas: Bicicleta ou Video Game. O primeiro ainda tinha concorrência entre Caloi e Monark, mas no caso do Video Game esse era unanimidade: ATARI.

Creio que foi no final de 1988 que ganhamos nosso ATARI após muita insistência dos meus irmãos maiores, que tinham 12 e 11 anos respectivamente. Ah...eu tinha 7.
           Havia além do peso da insistência dos meus irmãos, a “zica” violenta que meus irmãos tinham com as bicicletas onde ambos viviam se arregaçando entre altas capotagens, pulsos abertos e fratura nos braços. Eu por sua vez, não ficava de fora desta estatística maldita com as “bikers”... aos 3 anos cai do triciclo descendo uma ladeira e quebrei o braço (sim amigo, 3 anos num daqueles Bandeirante vermelhinho com rodinhas azuis). E logo antes de ganhar o ATARI, havia conseguido a proeza de ser atropelado por uma bicicleta, aonde a mesma chegou a cravar a coroa no meu peito!!! Foi à gota d’agua! Ou comprava o ATARI ou um de nós iria pro saco. Enfim, dobramos o velho...
Um fato marcante quando meu pai chegou com aquela caixa magica prateada com letras vermelhas lembro perfeitamente que naquela época começavam a serem transmitidas as propagandas do Master System, onde duas crianças ligavam para seu pai de um orelhão debaixo de chuva e diziam: - Pai, me da um Master System? Enfim, com 7 anos eu não fazia ideia daquelas evoluções...

                Além do Enduro, que vinha junto com o console, meu pai havia comprado um cartucho daqueles 4 em 1 da Dactar que vinha Futebol, Missile Command, Keystone Kapers e Mouse Trap. Foi uma alegria só!
Futebol

Missile Command 

Keystone Kapers (conhecido popularmente como "o Ladrãozinho do Supermercado"

Mouse Trap (versão gato e rato de Pac-Man)

                Meus irmãos conheciam amigos que já tinham ATARI há algum tempo e as grandes descobertas dos principais games deste fantástico aparelho foram feitas por empréstimo. Até porque os cartuchos eram caros e compra-los virou consequência de bom desempenho em casa e na escola. Meus pais, assim como todos daquela época e de hoje temiam que nosso rendimento escolar pudesse cair tanto quanto se acreditava que vídeo game estragava a televisão. No máximo, além destes jogos citados, compramos posteriormente os jogos Mr Postman e Condor Attack. Creio que isso se deu também ao período de inserção na fase de adolescência dos meus irmãos e as vontades deles tiveram outros seguimentos como Lps e roupas, onde cartuchos de ATARI não eram mais as suas ambições.
                Com o tempo, o vídeo game ficou “só pra mim” e isso foi bom pelo período em que o ATARI sobreviveu. Não sei pra vocês, mas para mim o período de sobrevivência de um ATARI corresponde a quanto tempo você joga DECHATLON e seus Joysticks ainda continuem funcionando perfeitamente após a maratona de 1600m. No meu caso, como o meu console era de controles embutidos, foi decretado o óbito por volta de 1991. Descanse em paz velho ATARI... 

               Em breve farei uma lista com os melhores games de ATARI onde irei descreve-los, alem de inserir varias imagens, pois por nome com certeza quase ninguém lembra... ou por acaso você lembrava que o jogo da "galinha atravessando a rua" se chamava "Freeway"? DUVIDO!!!

Abraço!




segunda-feira, 28 de julho de 2014

Minha primeira experiencia com video games...

Entre 1987 e 1988, não me recordo de fato a data,  meu pai levou eu e meus 2 irmãos mais velhos pra fazer um rolê pelo bairro e pagar umas fichas de pebolim e sinuca pra agradar a molecada. Em meio as tubaínas e as tacadas me deparei ao fundo do bar, la perto do banheiro e as caixas de cervejas vazias, duas "maquinas" desligadas com "alavancas e botões" que me deixaram curioso. Não citei o mau cheiro que vinha do banheiro... já da pra imaginar.
Perguntei ao meu pai o que era e ele pediu "3 fichas" pra nós jogarmos sem nem me explicar o que era aquilo... eu nem imaginava o que era, mas quando vi, era a coisa mais perfeita que já havia visto na minha vida (que até então era uns 6 ou 7 anos de idade).
Eram os jogos YIE AR KUNG FU (1985) e ELEVATOR (1983). Eu quase não joguei, pois meus irmãos mais velhos dominavam os controles, mas pra mim já foi o suficiente para chegar em casa e desenhar aqueles jogos num papel e viajar nas ideias. Até porque filmes de luta do Van Damme estavam no auge naquela época e principalmente aquele Kung Fu ficou gravado na minha cabeça por muito tempo.
Pra quem não lembra, seguem as imagens:

Yie ar Kung Fu


Elevator

Pior que só agora recentemente me deparei com estes jogos, e só graças aos emuladores que voltei a joga-los num intervalo de mais de vinte anos. E como ha 25 anos atras, tomei um cacete do cara do "mutchaco"... 
Este bar, para quem mora ou visitou o Jd Itapeva, aqui em Mauá nos anos 80 era conhecido como TOTUS BAR, onde o dono era um velho chato e ignorante, principalmente com a molecada (típico). Não existe mais ha uns 15 anos e creio que o motivo seja a morte do "velho"... RIP.
Desde o dia que meu pai me levou neste bar, acho que só retornei lá uns 2 anos depois quando já tinha lá os clássicos Final Fight e Street Fighter 2... mas aí já é outra história.

E vocês? Como foi a primeira vez com vídeo games? 
Em maquinas? Em casa? Que jogo? 
Dividam suas experiencias... vai ser legal!!!!




domingo, 27 de julho de 2014

Falando de video games...

Dragon Fliper era uma casa de Arcades ( populares máquinas de video games) que abriu no início dos anos 90 no Jardim Itapeva, em Mauá SP, que ficava perto da casa dos meus pais, onde foi o local que conheci os principais jogos que são os mais populares deste universo até hoje.
Não que minha primeira experiência com um joystick tenha acontecido nesta época e neste local, mas nada mais justo pra mim nomear este blog com o nome desta, que foi a principal casa de "fliper" responsável por me distrair e me entreter durante a minha infância até um bom período da minha adolescência, e que há um bom tempo não existe mais.
Quero aproveitar este blog para relembrar  jogos, sejam eles de arcade ou de consoles de 2, 4, 8 ou 16 bits, casas de games da região, fatos, curiosidades e principalmente trocar experiências com todos que visitarem este espaço e quiserem aproveitá-lo.
Espero que todos vocês aproveitem e se divirtam com este blog que só tem a intenção de divertir e desestressar grande parte do nosso público que hoje já devem estar casados, com filhos e beirando os seus 30 e pouco...