Toda criança nos anos 80
sonhava com duas coisas: Bicicleta ou Video Game. O primeiro ainda tinha concorrência
entre Caloi e Monark, mas no caso do Video Game esse era unanimidade: ATARI.
Creio que foi no final de 1988
que ganhamos nosso ATARI após muita insistência dos meus irmãos maiores, que
tinham 12 e 11 anos respectivamente. Ah...eu tinha 7.
Havia além do peso da insistência dos meus irmãos, a “zica”
violenta que meus irmãos tinham com as bicicletas onde ambos viviam se
arregaçando entre altas capotagens, pulsos abertos e fratura nos braços. Eu por
sua vez, não ficava de fora desta estatística maldita com as “bikers”... aos 3
anos cai do triciclo descendo uma ladeira e quebrei o braço (sim amigo, 3 anos
num daqueles Bandeirante vermelhinho com rodinhas azuis). E logo antes de
ganhar o ATARI, havia conseguido a proeza de ser atropelado por uma bicicleta, aonde
a mesma chegou a cravar a coroa no meu peito!!! Foi à gota d’agua! Ou comprava
o ATARI ou um de nós iria pro saco. Enfim, dobramos o velho...
Um fato marcante quando meu
pai chegou com aquela caixa magica prateada com letras vermelhas lembro
perfeitamente que naquela época começavam a serem transmitidas as propagandas
do Master System, onde duas crianças ligavam para seu pai de um orelhão debaixo
de chuva e diziam: - Pai, me da um Master System? Enfim, com 7 anos eu não
fazia ideia daquelas evoluções...
Além
do Enduro, que vinha junto com o console, meu pai havia comprado um cartucho daqueles
4 em 1 da Dactar que vinha Futebol, Missile Command, Keystone Kapers e Mouse
Trap. Foi uma alegria só!
Futebol
Missile Command
Keystone Kapers (conhecido popularmente como "o Ladrãozinho do Supermercado"
Mouse Trap (versão gato e rato de Pac-Man)
Meus
irmãos conheciam amigos que já tinham ATARI há algum tempo e as grandes
descobertas dos principais games deste fantástico aparelho foram feitas por empréstimo. Até porque os cartuchos eram caros e compra-los virou consequência
de bom desempenho em casa e na escola. Meus pais, assim como todos daquela
época e de hoje temiam que nosso rendimento escolar pudesse cair tanto quanto se
acreditava que vídeo game estragava a televisão. No máximo, além destes jogos
citados, compramos posteriormente os jogos Mr Postman e Condor Attack. Creio
que isso se deu também ao período de inserção na fase de adolescência dos meus
irmãos e as vontades deles tiveram outros seguimentos como Lps e roupas, onde
cartuchos de ATARI não eram mais as suas ambições.
Com
o tempo, o vídeo game ficou “só pra mim” e isso foi bom pelo período em que o
ATARI sobreviveu. Não sei pra vocês, mas para mim o período de sobrevivência de
um ATARI corresponde a quanto tempo você joga DECHATLON e seus Joysticks ainda
continuem funcionando perfeitamente após a maratona de 1600m. No meu caso, como
o meu console era de controles embutidos, foi decretado o óbito por volta de
1991. Descanse em paz velho ATARI...
Em breve farei uma lista com os melhores games de ATARI onde irei descreve-los, alem de inserir varias imagens, pois por nome com certeza quase ninguém lembra... ou por acaso você lembrava que o jogo da "galinha atravessando a rua" se chamava "Freeway"? DUVIDO!!!
Abraço!





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