Clássico no dicionário tem dentre seus vários significados as
denominações de “tradicional” ou “que é de estilo impecável e constitui modelo
digno de imitação”. Creio que estas denominações se aplicam mais a estes games
que descreverei logo mais.
Quando o assunto é vídeo game e nos referimos a clássicos,
já nos vem à cabeça jogos como Street Fighter, Final Fight, Mortal Kombat, The
King Of Fighters, Fatal Fury, Super Sidekicks Soccer entre outros. Porem há uma
coisa em comum na maioria deles que deve ser citada: Quase todos são dos anos
90. Isso claro, não é (e nunca será) um problema. Apenas um fato.
E quanto aos games que existiam antes destes considerados
“pais dos arcades”? Como sabemos, os primeiros arcades foram desenvolvidos no
inicio dos anos 70 e não sabemos de fato muito a respeito deles aqui no Brasil.
Sabemos apenas que o ATARI nos ajudou bastante a descobrir a
maioria dos jogos que inicialmente foram projetados para arcade e posteriormente
foram convertidos (com muito menos recursos gráficos) para versões caseiras.
Muito provavelmente, eu e a maioria de vocês que estão com
30 e pouco e até os que são um pouco mais jovens com 25 anos , tenham jogado
alguns destes arcades já nos anos 90 sem saber que eles eram na verdade os
“avós dos videogames”. Claro que isso se
deve ao atraso do Brasil em tudo que era tipo de lançamento em qualquer tipo de
coisa que era lançado lá fora. Um exemplo claro eram os LP’s que levavam em
media um ano e meio para serem reproduzidos aqui após seu lançamento.
Consoles de 8bits como Master System, Nintendinho, Phanton
System e Turbo Game tiveram esta missão de nos apresentar games de arcade em
formato caseiro, mas como dito antes, chegaram por aqui muito tarde e muito
caros. Logo entrou os anos 90 e o nosso “auge arcade” veio à tona.
Infelizmente, muito destes games estavam encostados entre os
da geração anos 90 e era muito difícil pra gente deixar de jogar um Street
Fighter quando você havia lutado tanto pra conseguir um trocado para comprar
uma ficha. Ou vai dizer que vocês nunca notaram uma maquina de “navinha” ou um
“come-come” entre os demais gabinetes espalhados dentro dos fliperamas?
Sim meus amigos... Eles estavam lá! Esperando pela sua
ficha, mas você nunca quis saber de quebrar recordes e registrar a maior
pontuação da maquina. Nascemos com o propósito de fechar o jogo e não com o
objetivo de fazer mais pontos. O exemplo claro disso era quando perdíamos. A
maioria de nós apertava freneticamente os botões de continue na hora de colocar
o nome e só registrávamos AAA.
Até para não sermos injustos com eles, estes jogos
considerados “os avós dos games” tinham o único propósito de “comer dinheiro” e
eram difíceis pra caramba. Até pro mais “boy” dos moleques que compravam “1
barão de fichas” estes jogos se tornavam desestimulantes. Sem falar que alguns
eram repetitivos.
Historicamente, em meados dos anos 80 os games começaram a
ser mais caprichados e com um enredo no seu desenvolvimento, o que motivou e
despertou o interesse da molecada em querer joga-los. Aqui no Brasil, nos
bairros e botecos da vida, estas maquinas vieram de qualquer jeito misturando
clássicos com lançamentos da época.
A maioria de nós só veio a “experimentar” estas maquinas de
forma improvável. Talvez por se cansar de esperar os caras viciados nos games
mais populares, nós nos aventurávamos em jogar estas maquinas e nos
surpreendíamos. Eram legais e muito viciantes!
No meio deste pacote de jogos Clássicos dos arcades, irei
também citar excelentes games dos anos 80, com bons gráficos, bons enredos e
que alguns provavelmente até serviram de inspiração para o surgimento de outros
jogos mais cultuados.
Vale lembrar a todos que estes que aqui descreverei foram
jogados por mim quando eu era moleque dentre as varias casas de fliperamas e
botecos do bairro que haviam por aqui. Sei que poderei não citar um ou outro
game só pelo fato de não tê-lo jogado naquela época ou por puro esquecimento. E
claro, como foi à experiência de jogar cada um deles e toda a atmosfera em
torno de cada descoberta... Se não, não haveria graça, né?
Galaxian (1979)
Existiram milhões de cópias de jogos com esta mesma
temática: nave espacial com a missão de proteger o planeta da invasão
alienígena. Provavelmente, um “primo rico” de Space Invaders (primeiro jogo com
esta ideia), Galaxian apareceu por aqui no bairro em 1990 num gabinete todo
vermelho e com tela na vertical, que para mim era uma baita novidade. Maquina
totalmente silenciosa durante a apresentação, porem extremamente barulhenta
após introduzirmos uma ficha. Chamava muito a atenção de quem estava no
fliperama só fazendo uma horinha. Tentei a sorte algumas vezes e até não era um
mal jogador, mas você não tinha muita moral entre os moleques sendo um
excelente jogador de “Galaxian”...
O jogo em si não é muito diferente dos demais com esta mesma
proposta. Acho que pessoalmente, o avanço que tinha até então como comparação
era o fato das naves adversarias se lançarem contra você num efeito Kamikaze,
diferentemente dos games que eu jogava no Atari (o próprio Space Invaders e o
Condor Attack) que só se moviam para os lados e se aproximavam gradativamente.
Pacman (1980)
Um dos jogos mais populares de todos os tempos (que
completou 35 anos na ultima semana), o popular “come-come” também apareceu por
nossas bandas no inicio dos anos 90. Diferentemente de alguns jogos
considerados “segunda opção” do fliperama, Pacman tinha seus jogadores assíduos!
Sim cara, entravam pessoas no fliperama que iam direto joga-lo, mesmo com
varias outras maquinas a disposição. No Atari, o jogo era muito mais “pobre”
graficamente falando, mas quebrava uma baita galho.
Eu era, e ainda sou muito ruim no Pacman. Até porque não era
sempre que esta maquina (por mais incrível que isso possa parecer) estava à disposição.
Pra um moleque de oito ou nove anos, Pacman não era um atrativo de nossa
preferencia. O perfil dos jogadores de Pacman era de caras mais velhos.
Um fato curioso que descobri lendo um livro sobre
videogames, é que Pacman não era um joguinho de “come-come” tão inocente como
pensamos. Trata-se de um personagem viciado em comprimidos que via fantasmas em
suas alucinações. Ou seja: Pacman é um dependente químico!
1943 (1987)
Sequencia de uma serie de games que retratavam as batalhas
aéreas da 2ª guerra mundial, 1943 era a versão que aterrissou por aqui no
inicio dos anos 90. Historicamente, o jogo se passa na invasão americana ao
Japão pelo Oceano Pacifico.
Realmente 1943 era bastante desafiador e joga-lo em dupla
facilitava um pouco mais as coisas. O desafio não chegava a ser absurdo, pois
com o tempo você acaba ganhando habilidade de atirar e desviar a nave dos tiros
e dos kamikazes, ainda mais quando você conseguia pegar armas e melhorar sua
capacidade de tiros que iam para as laterais ou com maior poder de destruição.
Havia também a possibilidade de conseguir aliados, que na verdade eram duas
naves que se alinhavam uma de cada lado e te ajudam a destruir os oponentes.
Era um game procurado por aquelas duplas manjadas de caras
que quando entrava no fliper a gente já sabia o que eles iriam jogar. Eu não era um viciado, mas não me saia muito
mal. Ainda mais quando jogava em dupla.
Rally-X (1980)
Se é para sentir remorso, este com certeza é o jogo certo
para ser citado. Digo isso, pois só joguei Rally-X uma única vez na minha
infância e hoje eu não me sinto só arrependido, mas sim culpado. Oportunidades
não me faltaram, pois passei em frente desta maquina varias vezes e sempre
torci o nariz, pois “julguei o livro pela capa”. Somente com os emuladores eu entendi
a proposta do jogo e reparei a imensa cagada que eu fiz.
Rally-X é muito mais do que um simples jogo de “corrida”,
(como eu imaginava lá com meus 8 anos de idade) e sim um grande game de
perseguição com um desafio gigantesco e diversão garantida. Não é nenhum pouco
enjoativo. Pelo contrario, quanto maior a dificuldade, mais ficamos vidrados no
jogo.
Para quem cometeu o mesmo erro que eu de nunca tê-lo jogado,
Rally-X tem como objetivo coletar todas as bandeiras do labirinto, tendo um
radar para auxilio. No começo, apenas um carro te persegue, mas conforme as
fases avançam, o numero de carros, a velocidade, os obstáculos aumentam. Sua
única arma é despista-los com fumaça, porem com mais fumaça, seu combustível
acaba.
Xevious (1982)
Com certeza um dos mais belos jogos de tiros que joguei.
Diferentemente dos outros games de tiro, a nossa nave possui uma mira, pois o
game se passa numa superfície terrestre (um diferencial na época em que estes
jogos só se passavam no espaço sideral). Além de naves inimigas, destruímos
tanques e bases terrestres, tanto fixas quanto móveis. Para isso temos dois
botões de tiros, onde um destrói naves e o outro arremessa bombas nos inimigos
que vem por terra (ou pelo mar).
Destaque para os chefes que são naves espaciais gigantescas,
mas com a vantagem de usar a nossa mira, derrota-los se torna algo menos
trabalhoso.
O ponto negativo deste game é não possuir final. Ou seja,
game típico para quebrar recordes e não para ser salvo. Acho que foi por isso
que ele não “vingou” muito por aqui.










Eu amava esse jogo queria baixar em meu celular mais já tentei várias vezes não consigo
ResponderExcluirGosto muito do XEVIOUS.Gastei muitas fichas nas maquinas de fliperama KKKKK.
ResponderExcluirGotaria de saber o nome de um jogo de fliperama que era uma nave que se transformava em um robô.
ResponderExcluirA cada arma que aparecia se colhia uma peça do robô.
Consegui o nome do jogo.
ResponderExcluirFINALIZER – SUPER TRANSFORMATION